quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Relaxar em tempos de stress

“Enquanto técnica, o relaxamento é cada vez mais recomendado como rotina diária.”

O nosso quotidiano está pautado por momentos de grande pressão, em que nos sentimos constantemente postos à prova e em que nos esforçamos por corresponder às expectativas (internas e externas) e por dar o melhor de nós. Neste contexto, em que os desafios pessoais e a especialização profissional são cada vez maiores e mais exigentes, pequenas situações potenciadoras de stress e ansiedade surgem todos os dias e condicionam o equilíbrio e a qualidade da resposta dada pelos sujeitos a essas mesmas situações.
As consequências individuais da exposição prolongada a situações de maior ansiedade têm sido um dos pontos referidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ao longo dos últimos anos. Atualmente estes fatores são apontadas como estando na base de casos de instabilidade física e psíquica, da diminuição da qualidade de vida dos indivíduos e, muitas vezes, de problemas de saúde significativos.
Para além das alterações a curto prazo, vários estudos têm vindo a evidenciar que as situações de grande stress podem ser igualmente responsáveis por um maior desgaste do funcionamento cerebral e pelo envelhecimento precoce das redes neuronais.
Embora estas condições não sejam marcadamente exclusivas das sociedades actuais, presentemente retiramos pouco tempo para desfrutar de actividades prazerosas e de descontracção, dificultando a restituição dos níveis homeostáticos e equilibrados de ansiedade. É cada vez mais indispensável que os sujeitos encontrem formas de alcançar uma sensação de bem-estar físico e mental que lhes permita ir respondendo às solicitações do dia-a-dia de forma adaptativa.

Estratégias
Um estilo de vida que inclua relaxamento, meditação, exercício físico apropriado e um sono reparador, ajuda a revigorar o nosso estado mental e melhorar a nossa qualidade de vida. As técnicas de relaxamento são consideradas como elementos imprescindíveis no restabelecimento dos níveis de bem-estar e, quando enquadradas nas rotinas diárias, permitem que os indivíduos desenvolvam, treinem e implementem estratégias de controlo da ansiedade, capacitação na resolução de problemas, redução dos pensamentos negativos e desenvolvimento de uma atitude mais positiva face à vida.
De entre várias estratégias de relaxamento que se podem incluir nas rotinas diárias, salienta-se:
- A  massagem  corporal - Permite a redução da tensão muscular e da dor que lhe está associada.
- O sono- O sono tem uma função reparadora, desta forma devemos procurar dormir 8horas por noite.
- O banho de água morna - Não são apenas os banhos de imersão que proporcionam sensações de relaxamento. Um banho de chuveiro, fazendo incidir a água na zona do pescoço ajuda a relaxar os músculos.
- A pratica de exercício físico - Fazer desporto regularmente permite libertar tensões acumuladas e aumenta a sensação de bem-estar.
- O Treino da respiração - Utilizar um relógio para abrandar o ritmo respiratório, respirar a partir do diafragma e treinar a utilização da palavra devagar. Em alguns casos é fundamental controlar a hiperventilação.
- O "slide da paz" -  Imagem reconfortante que transmita tranquilidade, afaste da situação ansiosa e ajude a restabelecer o equilíbrio corporal, mental e emocional.
-  A antecipação da resolução das situações stressantes - Nestes casos é fundamental dar mais enfase às estratégias (ao como resolvera situação) do que aos problemas inerentes à mesma (isto é, ao porquê do seu acontecimento)
- O desafio aos pensamentos negativos - Trocar mensagens pessoais negativas por pensamentos construtivos ajuda a diminuir a ansiedade e a melhorar a autoestima e a autoconfiança.
- A gestão da ansiedade - Importa relaxar, abstrair-se e pensar de forma racional e positiva (incluir meditação ou técnicas de relaxamento nas rotinas diárias ou fazer atividade física diariamente pode ajudar bastante)


Sintetizando, ao aprender a relaxar é possível minimizar sintomas resultantes do stress e ansiedade, tais como dores de cabeça intensas, dores musculares e insónias, e desenvolver competências que permitem aos sujeitos lidar com as situações de elevada pressão de forma mais adaptativa e menos ansiosa. Os momentos de relaxamento são, desta forma, um pilar indispensável pra a qualidade de vida e bem estar presente e futuro.
Artigo Escrito para a revista Zen Energy

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

(in)Sucesso Escolar

O (in)sucesso escolar é apontado por pais e professores como uma das maiores preocupações e desafios pedagógicos dos tempos atuais - para além de ser visto como uma medida preditora do bem-estar presente e do êxito futuro, é também fonte de pressão e ansiedade para uma grande parte das crianças e jovens, desde tenra idade.  

Atualmente, para além da transmissão dos conteúdos pedagógicos, a comunidade educativa tem como preocupações adjacentes o combate da exclusão social, a oferta de igualdade de oportunidades educativas, a preparação dos jovens para o mercado de trabalho e a promoção do sucesso académico (e/ou a diminuição do insucesso e do abandono escolar precoce).
O insucesso académico surge então como foco das preocupações dos pais e professores e pode ser definido como a dificuldade do estudante em  corresponder aos objetivos (metas curriculares) traçados pela escola e pela família, para o seu percurso educativo. Este insucesso vai muito para além dos resultados académicos obtidos, uma vez que envolve também fatores como a atitude dos alunos face à escola, o seu grau de motivação para as tarefas letivas, o tempo despendido e os hábitos de estudo, a sua autoestima e autoconceito académico, a ansiedade com que lidam com as atividades escolares e, consequentemente, o seu bem-estar pessoal e vocacional. Envolve também sentimentos de incapacidade, de baixa autoestima e de fracasso generalizado e, desta forma, os baixos resultados são vistos como uma barreira que dificulta significativamente o processo de crescimento e de ensino-aprendizagem dos alunos, não só numa perspetiva académica como também individual e social.
Em muitos casos, o insucesso está correlacionado com casos de indisciplina e abandono escolar precoce que se espelham nas várias transgressões, às normas e aos limites impostos pela comunidade escolar entre o que é e o que não é permitido nos espaços de aprendizagem, cometidas pelas crianças e/ou pelos jovens.
O insucesso pode surgir também como manifestação de descontentamento ou como chamada de atenção no seguimento de situações-problema externas à escola. Este pode ainda encapotar questões de instabilidade e sofrimento emocional, que por dificuldades de expressão em idades mais precoces ou por vivências emocionais mais intensas, são manifestadas através de comportamentos desajustados. Em ambos os casos é fundamental que os adultos cuidadores procurem perceber o que está por detrás da falta de rendimento satisfatório de modo a poder chegar ao foco da questão que o despoleta e definir estratégias para alterar a situação.
Nesse sentido, um dos desafios da comunidade educativa é desenvolver planos de atuação que favoreçam o sucesso pessoal e académico através de um ambiente motivacional positivo, que incentive a aprendizagem e que promova a curiosidade e a vontade de aprender.

Sucesso em família
Os pais e encarregados de educação, enquanto exemplos e pontos de apoio, têm um papel preponderante nas várias valências da conduta dos filhos, nomeadamente no seu desempenho académico. Neste sentido, o suporte e monitorização do percurso escolar dos seus educandos é essencial: mais do que críticas, sugestões ou conselhos é fundamental que sejam transmitidos modelos assertivos e construtivos (por exemplo, mais do que incitar a um comportamento pouco ansioso nos períodos de avaliação é essencial transmitir-lhes uma postura calma e confiante).
Os modelos comportamentais construtivos devem ser complementados com um discurso otimista e de valorização pessoal, procurando transmitir mensagens de encorajamento (“se te esforçares vais ver que és capaz”) ao invés de mensagens de ameaça (“se não tiveres 80% vais ver o que te acontece”) ou de desânimo (“a continuar assim não vais conseguir de certeza”). Embora o sentido das frases possa ser idêntico, um discurso positivo incita o esforço e a dedicação pessoal e, consequentemente, a persecução de objetivos mais satisfatórios.
O desempenho escolar é ainda condicionado, entre outros fatores, pelo medo de falhar ou de não obter os resultados desejados. Deste modo, é fundamental que os pais alertem para a importância de preparar os momentos de avaliação atempadamente e fomentem um clima de calma e confiança especialmente durante estes períodos.

Estratégias para fomentar o sucesso académico
Embora cada situação seja única e irrepetível, há algumas estratégias que podem favorecer atitudes de sucesso:
- elaborar uma boa planificação tendo em conta a forma como cada um gere o seu tempo ao longo da semana, o seu ambiente de estudo e o modo como redige bons apontamentos.
- dialogar sobre as situações menos funcionais, adequando as palavras e procurando estratégias conjuntas para a sua resolução;
- diferenciar as situações de aprendizagem, indo de encontra às necessidades individuais de cada criança/jovem;
- valorizar os comportamentos corretos e ajustados (mesmo que frequentes);
- responsabilizar a criança/jovem pelas suas aprendizagens e pelos seus comportamentos;
- dar feedback construtivo e definir metas ajustadas às capacidades de cada aluno;
- gerir as expetativas de aprendizagem e valorizar o esforço;
- atuar prontamente nas situações menos ajustadas, com calma e firmeza
- explicar a importância do esforço para alcançar o sucesso;
- educar para a independência e autonomia;
- não facilitar o trabalho da criança;
- ter tempo e paciência;
- motivar a criança e apelar á sua ativação e participação.

É fundamental consciencializar as crianças e os jovens sobre a importância da escola e do seu envolvimento no processo de aprendizagem de modo a cativá-los e a responsabilizá-los pelo seu processo educativo. Ao assimilarem a importância que a escola tem na sua construção e na aquisição de ferramentas essenciais para o seu futuro, é mais fácil diminuir os comportamentos de desinvestimento e aumentar o empenho e a motivação dos alunos face às suas aprendizagens. 
Texto escrito para o Congresso Dificuldades na Aprendizagem

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Estou desmotivado, a escola não é para mim!

A motivação, a par com as capacidades cognitivas, é vista como um dos fatores com maior impacto na aprendizagem, no desempenho e no sucesso académico dos alunos (nas várias faixas etárias). A sua interferência no nosso quotidiano abrange uma panóplia de situações muito vastas e variadas, que vão desde o simples sair da cama logo pela manhã, ao interesse (ou não) com que se iniciam, realizam e terminam as várias atividades que surgem ao longo do dia.
A motivação pode ser definida como um conjunto de pulsões ou fundamentos que nos levam a agir, isto é, como a razão que desbloqueia e desencadeia as nossas ações.  A palavra motivação deriva do étimo latino emovere, termo que pode ser traduzido como um movimento que ocorre de dentro para fora e que leva o sujeito a agir.
De entre os estudos que se têm realizado em torno deste conceito, é de salientar que vários autores apontam para uma pluridimensionalidade da motivação. Este facto evidencia que uma mesma pessoa pode ter diversos focos de interesse em simultâneo, em temáticas ou situações diversificadas e que se expressam em diferentes graus. Desta forma, não se deve olhar para a motivação como um conceito geral e generalizado ou como um estado único direcionada para todas as situações quotidiano num mesmo momento (está-se ou não se está motivado), uma vez que esta depende, de entre várias condicionantes, da especificidade da situação que a poderá despoletar e do fundamento que precede a vontade de agir: num mesmo momento alguém pode estar motivado para ver televisão e não estar motivado para estudar. Pode-se então referir tantas motivações quantas as tarefas a desempenhar: motivação para estudar matemática, motivação para estar nas aulas de inglês a aprender gramática ou motivação para fazer a cama de manhã.
Ao analisar o conceito de motivação convém ter presente que a intenção é a base do processo motivacional tratando-se, portanto, do ingrediente essencial para o despoletar de iniciativas como ler um livro, estudar matemática, fazer os TPC… bem como para a posterior manutenção destas atividades.
Paralelamente importa também ter em consideração a importância das “competências de autorregulação” e a sua implicação no processo de aprendizagem em termos cognitivos, motivacionais e comportamentais.
As metas de realização surgem também como um dos fatores associados ao conceito de motivação, mais valorizados na explicação do rendimento académico - para obter bons resultados é necessário ser detentor de capacidades normativas, ter vontade de atingir os objetivos e saber/identificar as metas que quer alcançar. As variáveis motivacionais podem então ser percebidas como os fundamentos que dirigem a ação e que envolvem persistência e prossecução de objetivos ou metas previamente fixadas pelo sujeito.
A desmotivação surge, em muitos contextos, por oposição aos fatores que promovem a motivação e, na sua origem, podem estar questões tão variados como o  pouco gosto pela tarefa, a falta de objetivos ou significado da ação, a ausência de recursos internos ou externos para a conclusão da atividade com sucesso, a ausência de um itinerário vocacional ajustado ou o baixo autoconceito/autoestima que o sujeito tem sobre si.
Quando associada à escola, a desmotivação pode culminar em situações de insucesso (repetido) e abandono escolar precoce, condicionando a qualidade de vida e o bem estar dos jovens.

Neste sentido é fundamental refletir sobre os  pontos que podem estar na base da desmotivação escolar (individual e generalizada) bem como nas estratégias que podem ser postas em prática para promover a motivação das crianças e dos jovens.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Eu até gosto de ir à escola, mas... tenho mesmo de estudar?

Com o inicio de mais um ano letivo, as preocupações dos pais e educadores com o sucesso académico dos seus filhos começam a ser um dos pontos de maior destaque nas rotinas do dia-a-dia.
A par com a saúde e o bem estar dos seus educandos, a necessidade de fazer trabalhos de casa, o tempo que os filhos passam a estudar, os possíveis recados na cadernetas e os resultados das avaliações (entre tantas outras questões ligadas à escola) são geralmente pontos a que os pais dão particular atenção e que se refletem nas suas conversas quotidianas.  Nestes diálogos familiares é frequente ouvir os pais  confrontarem os filhos com a sua falta de dedicação nas tarefas escolares, chegando mesmo a pôr em causa se os resultados abaixo do esperado se devem a falta de esforço ou se haverá qualquer problema que condicione as suas aprendizagens.
Estes confrontos de opiniões muitas vezes permitem verificar que quer os objetivos quer as expectativas de pais e filhos face ao desempenho académico são distintas e esses fatores condicionam quer o investimento quer o compromisso que os alunos estabelecem com as tarefas escolares.
Com o inicio de mais um ano letivo, o segredo do sucesso escolar passa pelo compromisso que cada estudantes estabelece com o seu percurso académico. Neste sentido, é fundamental refletir conjuntamente com ele sobre a importância instrumental da escola na vida e no desenvolvimento de cada criança e jovem. O aluno não deve olhar para a escola como um espaço de ocupação de tempos livres (e ainda por cima ocupando-o com tarefas de que não gosta), este deve conseguir vê-la como um meio para alcançar os seus objetivos vocacional e ir adquirindo competências e conhecimentos em várias áreas do saber.
Paralelamente, deve ser o aluno a traçar os seus objetivos académicos, ajustado às suas capacidades e balizados pelas suas metas pessoais. Neste ponto, o educador pode ajuda-lo a traçar objetivos mais ambiciosos mas não deve impor os seus objetivos aos jovem, uma vez que desta forma este não se sentirá tão motivado em alcançá-los.
É ainda de extrema importância que a criança ou o jovem sintam o apoio familiar no seu percurso académico, não só motivando-os e ajudando-os a desenvolver a sua auto-estima e o seu auto-conceito.
Sintetizando, um dos primeiros passos para melhorar a motivação dos jovens face às aprendizagens escolares passa por envolver e responsabilizar os alunos pelas suas aprendizagens e por lhe demonstrar o valor da escola - mesmo não sendo perfeita ou ideal, esta é uma ferramenta necessária ao seu percurso académico e profissional e, como tal, eles deverão utilizá-la a seu proveito, da melhor forma possível.

 Texto escrito para a Clínica da Educação 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

La importancia de Neurosicoeducar

“El docente es un artista que puede esculpir en el cerebro una de la obras más grandes e importantes de la humanidad: un gran ser humano”. (Marita Castro, s.d.)

Las neurociencias se han presentado como un área científica en fuerte desarrollo, atrayendo el interés y la atención de muchos investigadores y de la comunidad en general , dada la fascinación que el conocimiento sobre el cerebro , su funcionamiento y sur la forma de lo estimular ha provocado. Las neurociencias se pueden definir como un área de saber reciente que estudia el sistema nervioso central, así como su complejidad, buscando no sólo comprender profundamente el cerebro y sus funciones específicas, como también correlacionar esta información con otros conocimientos.
El "matrimonio" de las neurociencias con la educación y la psicología, convergió en la Neurosicoeducación - como un puente entre el conocimiento emergente de la neurociencia cognitiva y las estrategias psicopedagógicas vinculadas con el aprendizaje. Aunque el término no es consensual , la relación mientras la neurociencia y la educación es definida por muchos autores como un puente entre el conocimiento científico inherente a las funciones del cerebro (incluyendo la base cognitiva de aprendizaje ) y la organización de las mejores prácticas de enseñanza.
De acuerdo con las directrices de la OCDE (2009) , la Neurosicoeducación permite desarrollar nuevas prácticas de enseñanza con el fin de que el aprendizaje sea más efectivo.
A pesar de la incredulidad inicial en el rostro de su aplicabilidad, varios autores han demostrado la importancia de los intercambios entre la neurociencia y la educación en la estructuración de metodologías en el aula, así como en la reforma del plan de estudios y la mejora de la calidad de la educación. Recientemente, otros autores han señalado la importancia de la dialéctica entre la neurociencia y la psicoeducación en la estructuración del aprendizaje y la mejora del éxito educativo. El avance del conocimiento en las neurociencias y su aplicabilidad en han sido reportados en la literatura como un valor añadido en la estructuración de los programas de aprendizaje a pesar de las lagunas se destacan en la aplicación de estos conocimientos a contextos educativos prácticos.
Uno de los puntos centrales de la Neurosicoeducación es considerar al sujeto como una unidad “Cuerpo, Cerebro y Mente” (U.C.C.M) en constante interacción con el medio ambiente . Estos elementos representan una unidad indivisible y sus partes se relacionan entre sí en todo momento y su bon funcionamiento es fundamental para que el sujeto siga aprendiendo por toda su vida.
El proceso de aprendizaje pudo ser definido como un cambio de pensamiento y comportamiento que permite la supervivencia de los sujetos y su constante daaptación al medio. la aprendizaje cognitivo-ejecutiva ocurre mediante 6 etapas: la

primer es la inconsciencia no capacitada (el sujeto no sabe que no sabe), la segunda es

la consciencia no capacitado(el sujeto se confronta con el facto de que no sabe algo),

de seguida es la búsqueda de conocimiento (en que el procura desarrollar

herramientas iniciar su aprendizaje), después es la zona de aprendizaje teórica (donde

el sujeto busca es conocimiento), la quinta etapa es la confusión e la última es la

consciencia capacitada. Mientras todo el proceso de aprendizaje el sujeto deve tener

en cuidado los dos mayores enemigos de la aprendizaje teórica: el aburrimiento y la

ansiedad (ambos los dos son reflejos de los niveles de dopamina en el cerebro del

aprendiz: uno se refiere al exceso de dopamina y el otro a su defecto)

Con el aprendizaje vamos desarrollando neuroplasticidad y modelando las



redes hebbianas (redes interneuronales). Este proceso posibilita que los nuevos

conocimientos que se adquieren y que las experiencias que se viven remodelen el

cerebro.

Según la relación entre los principios de la neurociencia sobre cómo aprende y

estrategias que se pueden crear en un ambiente en el aula el cerebro , se puede

señalar que : 1 . Atención, memoria y emociones están interconectados en el proceso de

aprendizaje.

2 . El aprendizaje es una actividad social y, como tal, los estudiantes se

benefician de las oportunidades para discutir temas , sentimientos e ideas que

exponen.



3. El cerebro se modifica en función de la experiencia vivida - clases prácticas y



el ejercicio que involucran activamente a los participantes potenciar las asociaciones

entre las experiencias anteriores.

4 . Aunque la capacidad de aprender , no se agota en la edad adulta , el cerebro



tiene grandes períodos (períodos sensibles) para ciertos tipos de aprendizaje, .



5 . El cerebro tiene plasticidad neuronal ( sinaptogénesis ) , y como tal puede

aprender y adquirir nuevos aprendizajes a lo largo de la vida.

6. Zonas diferentes de la corteza se activan de forma simultánea durante las

nuevas experiencias de aprendizaje - mediante la vinculación de nuevos conocimientos

a situaciones anteriores es posible "anclar " la nueva información en el entendimiento

anterior , mejorando de este modo el aprendizaje.

7. La educación emocional es una de las claves fundamentales de la aprendizaje



una vez que es el entrenamiento en el registro corporal de las emociones y su

asociación con representaciones mentales o “mapas” que se traducen en conductas.

Sobre la base de estos principios , es evidente que el conocimiento de las bases

neurobiológicas de los procesos de aprendizaje es crucial para el acto pedagógico, lo

que resulta en la necesidad de profundizar sobre este nuevo conocimiento disciplinar

aún desconocido por la mayoría de los profesores .

La promoción de estrategias de enseñanza debe exigir el conocimiento de



cómo funciona el cerebro , ya que el cerebro es el órgano principal de aprendizaje y las

prácticas pedagógicas modifican su funcionamiento. Conocer el cerebro y su

funcionamiento también permite una mejor comprensión de algunas situaciones

marcadas como " trastornos , dificultades, trastornos , discapacidades o problemas del

aprendizaje". Muchas de estas denominaciones se utilizan inadecuadamente , por

desconocimiento.

Judy Willis afirma que hay algunos elementos clave para mejorar la enseñanza



(que aumentar la producción de dopamina hormona que potencia la aprendizaje) que

pueden ser introducidos en las actividades de la clase, como por ejemplo: la novedad,

la sorpresa (nos materiales y en los estímulos que no sean esperados por los educandos) y los cambios de vos, volumen, ritmo y de colores, movimiento y tamaño.

Un otro punto que también es importante es la predicción de los asuntos (los temas

deben de ser nuevos y sorpresivos, pero basados en conocimientos previos de los





alumnos, para no ocasionar inconformidad, apatía o temar) y su relación con los



conocimientos previos de los alumnos.



Para que el alumno aprenda es esencial que esté motivado y que se sienta

envuelto por las tareas (que practique y implemente los conocimientos que he

estudiado).







Algunas consideraciones para aplicar en el aula :



Estimulación multisensorial : las investigaciones muestran que el aprendizaje es

más eficaz y más fácil de recordar la información, si se estimulan más sentidos .

Memoria: sin memorización repetición no sucede , el retiro del mercado falla ,

se pierde la información, tiempo y motivación .

Emoción : la emoción está estrechamente relacionada con la memorización de

información.

Conocimiento previo : el aprendizaje es más significativo si la nueva

información se contextualiza y se conecta a los conocimientos ya existentes.

Desde concreto a lo abstracto : el lóbulo frontal , el asiento de nuestro

pensamiento abstracto, tarda más tiempo en desarrollarse y por tanto , hay que

comenzar con ejemplos concretos para lograr ideaciones abstractas.

Práctica : cuando la información se pone en práctica, es recordado con mayor

facilidad.

Historias o cuentos : se activan muchas áreas del cerebro porque evocan



emociones, recuerdos e ideas. Para tener un principio , medio y fin , también servirá





para impulsar el desarrollo de las habilidades de secuenciación y organización (corteza



prefrontal ) .







Sin embargo, es fundamental tener en cuenta que "Saber cómo aprende el

cerebro no es suficiente para realizar la magia de la enseñanza y el aprendizaje, así

como el conocimiento de los principios biológicos básicos no son suficientes para que

los médicos puedan ejercer una buena medicina . " ( Cosenza, 2011 ) pero tener ese

conocimiento es un primer paso para saber cómo mejorar la enseñanza. En resumen, cuando se aprende un poco más sobre cómo aprende el cerebro aprende es posible

mejorar las estrategias para lo enseñar!



Háblame y quizás lo olvide. Enséñame y quizás lo recuerde. Particípame y

aprenderé." (Benjamín Franklin, s.d.).

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Escrever à mão ou no computador?

Vivemos hoje num período em que os computadores passaram a ser vistos como uma das ferramentas de maior utilidade no dia-a-dia, facilitando e agilizando muitas das tarefas que anteriormente eram realizadas à mão. Nomeadamente no que toca ao processamento de textos, a maioria das pessoas prefere digitar a informação do que escrevê-la manualmente, não só por considerarem mais cómodo (e muitas vezes mais legível) como também por facilitar o armazenamento e a partilha de informação.
No entanto, tal como põe em evidência o Diário Digital no artigo "Escrever à mão ajuda na aprendizagem", investigações recentes apontam para a existência de diferenças significativas na forma como o cérebro processa a informação, quando esta é digitada ou quando é escrita manualmente.
De acordo com vários estudos sobre o tema, escrever no computador pode ser um método mais eficaz, uma vez que a caligrafia se torna mais percetível, mas redigir manualmente apresenta-se como uma estratégia mais eficiente para aprender (e apreender) o que está a ser escrito. Estas diferenças devem-se essencialmente ao facto de ambas as tarefas de processamento envolverem habilidades mentais diferentes, nomeadamente ao nível da lateralidade, da velocidade de escrita, da atenção visual e da produção.
Ao nível da lateralidade na escrita à mão é utilizada, maioritariamente, a mão dominante (embora a mão não-dominante ajude na escrita ao reposicionar a página)enquanto na escrita digitada, ambas as mãos são responsáveis por essa tarefa. Deste modo, apesar dos centros linguísticos estarem alocados principalmente ao hemisfério esquerdo, digitar exige que ambos os hemisférios trabalhem juntos nas tarefas linguísticas.
No que toca à velocidade de escrita, processar textos a computador é mais rápido(principalmente para que tem já prática na utilização destas ferramentas) do que à mão. Um ritmo mais lento de escrita pode permitir algum tempo adicional para refletir sobre as palavras/frases enquanto estas estão a ser escritas. Escrever à mão implica focar na informação essencial já que não somos fisicamente capazes de escrever com a mesma rapidez cada palavra, facilitando desta forma a assimilação da informação.
Também ao nível da atenção são apontadas algumas diferenças. Durante o processo de escrita manual a atenção está focada num único ponto (papel ou outra superfície na qual a letra está a ser formanda), enquanto na escrita a computador a atenção é repartida entre dois pontos (o teclado e o écran). Esta maior dispersão do campo visual pode também ser associada a uma menor retenção da informação durante a sua escrita.
Ao nível da produção importa referir que, enquanto a escrita à mão exige que se crie um formato específico de letra, a computador apenas é necessário localizara letra pretendida. Este facto pode evidenciar que a escrita manual é um processo mais complexo e que envolve um maior grau de dificuldade.
Um outro estudo levado a cabo pelo psicólogo Daniel Oppenheimer e equipa defende ainda que tomar notas manualmente (por contraponto com fazê-lo a computador) pressupõe uma seleção mais cuidada dos dados que vão ser escritos (codificados na memória)para serem recordados mais tarde (armazenamento), implicando como tal uma maior reflexão em torno do que está a ser escutado e, consequentemente, um benefício significativo para a aprendizagem.
Importa ainda referir que, comparativamente, escrever à mão implica uma maior dificuldade desejável, isto é, a necessidade de maior esforço e investimento para assimilar novos conteúdos. Ao ser um processo mais elaborado, com um maior tempo de processamento e análise da informação, quando se trata de memorizar oque se está a escrever, fazê-lo à mão permite-nos mais facilmente focar nos conteúdos essenciais, ter a noção do todo escrito e, consequentemente, reter com maior facilidade os conceitos que estão a ser abordados.
Embora os benefícios a longo prazo da escrita à mão não sejam consensuais para a comunidade científica, as novas pesquisas têm vindo a reforçar que o ato de escrever à mão permite, por um lado selecionar a informação mais importante de forma mais cuidada e, por outro, ao ter mais tempo para fazê-lo permite uma maior reflexão em torno dos conteúdos processados (e consequente memorização dos mesmos).

Comentário ao artigo:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=709634

https://www.facebook.com/notes/wowstudy/escrever-%C3%A0-m%C3%A3o-ou-no-computador/1506288246269468 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Criatividade nas férias

1.     Qual a importância de estimular a imaginação e a criatividade das crianças para o seu desenvolvimento cognitivo?
A criatividade e a imaginação são dois dos ingredientes básicos no desenvolvimento cognitivo de cada criança. Estas duas competências estimulam a criança a explorar o mundo à sua volta, a responder aos desafios diários e a procurar respostas adequadas às várias situações com que se vai deparando ao longo do seu crescimento.
A criatividade e a imaginação quando desenvolvidas na criança, abrem-lhe muitas portas e contribuem para melhorar a sua qualidade de vida uma vez que a tornam mais apta para enfrentar os desafios diários e resolver problemas. Enquanto a criatividade envolve a criação de novos conceitos ou ideias, a imaginação permite a representação de objetos com qualidades específicas através dos sentidos e é com base no pensamento criativo e na imaginação que as inovações são postas em prática e que são dadas respostas a situações menos convencionais.
A criatividade e a imaginação são fundamentais para o desenvolvimento de outras competências tais como a curiosidade (disposição permanente para investigar, procurar entender e obter novas informações sobre as coisas que nos cercam); o confronto com desafios (atitude positiva segundo a qual cada problema é uma oportunidade de conceber algo novo e valioso); a flexibilidade (adoção de diferentes abordagens na solução de um problema) e a perseverança (persecução dos seus objetivos mesmo quando os obstáculos parecem intransponíveis).
De acordo com as ciências cognitivas, a criatividade assume uma grande importância no desenvolvimento da criança, estando relacionada com o conjunto de processos simultâneos, que lhe permitem ter percepção do que ocorre à sua volta através de uma atitude ativa, de forma a obter novas ideias ou usar territórios ainda não explorados. Os seus cérebros ainda em “expansão” no que toca ao estabelecimento e fortalecimento das suas ligações neuronais não têm um limite de combinações especificas e, neste sentido, quanto mais aprofunda e variada for a exploração que cada criança faz do seu meio, mais apta se tornará para dar resposta às situações futuras.

2.     A participação dos pais neste tipo de atividades é determinante; ou é um papel que cabe apenas aos educadores e professores? Se sim, porquê?
 Quando se refere o termo Educação vem-nos à ideia a instituição escolar, mas a educação e desenvolvimento de cada criança não começa na escola mas no seio familiar, sendo por isso fundamental envolver os pais e os familiares mais próximos no processo de construção de cada criança.
 Os pais são uma peça chave no desenvolvimento da criatividade e da imaginação, uma vez que são os seus adultos de referência, isto é, são as primeiras pessoas que as crianças tentam imitar e agradar, tomando-os como exemplos de comportamentos adequados. Nesse sentido têm a responsabilidade de fomentar junto dos seus filhos as suas manifestações criativas, não só valorizando/elogiando os desenhos, as invenções ou as novas aprendizagens como também procurando fazer com eles algumas atividades que explorem o seu lado criativo.
 Os pais devem permitir à criança vivenciar experiências estimulantes de sua curiosidade natural e fortalecedoras de sua autoestima e certamente a sua criatividade e imaginação aflorará com maior facilidade. Segundo alguns autores a influência da família é bidirecional: os pais influenciam as crianças, estimulando-as a ir ao teatro; mas também as crianças podem influenciar os pais, quando demonstram interesse por algo e os pais respondem a isso.

3.     As férias são uma altura propícia para este tipo de atividades? Em que sentido? Como é que se devem processar as atividades (devem ser planeadas, com que frequência devem ser feitas, deve existir algum tipo de obrigatoriedade para a realização das mesmas, os principais interesses e gostos das crianças devem ser tidos em consideração? etc...)
   As férias são, por excelência, a altura do ano em que pais e filhos passam mais tempo de qualidade em família. Deste modo, este é o período mais propício para realizar atividades que não são exploradas durante o ano ou fazer alguns exercícios que requeiram mais tempo e energia.
  No período de férias é também mais fácil introduzir alguns jogos e atividades prazerosas, no decorrer das rotinas diárias, que envolvam toda a família: um passeio a um sitio diferente, um filme para todas as idades ou uma conversa mais alargada são alguns exemplos.
   No que toca à estimulação da criatividade e da imaginação, as atividades podem ser de vária ordem, deste as mais estruturadas (como uma ida ao teatro ou ao cinema), às mais simples (como a realização de um desenho livre ou a leitura de uma história).
   Sendo a criança curiosa por natureza, as varias tarefas devem ir de encontro ao seu interesse, sendo-lhe apresentadas em forma de jogo. Quanto mais envolvidas nas várias atividades maior o interesse e predisposição com que participam nas mesmas e mais efetivos serão os resultados obtidos com a tarefa.

4.     Até que idade é que este tipo de atividades são importantes para o desenvolvimento da criança?
   Alguns autores salientar a importância de estimular a imaginação e a criatividade das crianças sobretudo entre os dois e os seis anos, quando o jogo imaginativo ocorre com grande frequência podendo esta ser mais fortemente consolidada nas rotinas individuais.
   Neste período em especifico os jogos imaginativos assumem um papel fundamentar nas tarefas de desenvolvimento uma vez que permitem à criança explorar o seu contexto e procurar respostas sobre o mundo à sua volta. Permitem-lhe ainda ganhar confiança nessa exploração, ao serem capazes de ir superando os desafios com que se deparam.
   No entanto a imaginação e a criatividade não devem ser trabalhadas apenas neste período em especifico. Dada a sua importância para a estruturação da capacidade de resolver problemas, é fundamente que o pensamento criativo e a imaginação sejam estimulados transversalmente ao desenvolvimento dos sujeitos, desde o nascimento à idade adulta.
   Em idade escolar é importante que a criança/jovem seja ensinada a levantar questões, elaborar e testar hipóteses, discordar, avaliar criticamente fatos, conceitos, princípios, ideias sendo fundamental desenvolver o seu pensamento critico e o espírito de argumentação que lhe serão muito úteis no decorrer da vida adulta.

5.     Que tipo de atividades podem ser feitas em família para estimular a imaginação e a criatividade das crianças?
       Existem várias actividades a que os pais podem recorrer para desenvolver e estimular a imaginação e criatividade dos seus filhos, nomeadamente permitindo-lhe brincar, explorar e entender o mundo que os rodeia através de todos os seus sentidos.
A brincadeira deve ser alegre, leve e repleta de prazer, onde cada criança possa desfrutá-la de maneira simples e divertida.
       De entre várias atividades, são de salientar algumas que ajudam a incentivar e a despertar o interesse pelas actividades criativas, tais como:
- desenhar, a pintar, a fazer colagens, a moldar com plasticina, barro ou outros materiais;
- explorar materiais de construção, como legos, peças de madeira;
- visitar museus, exposições, teatro, cinema, concertos;
- encontrar outros finais para histórias que a crianças gosta e que conhece;
- ouvir vários tipos de música e poder acompanhar obras conhecidas com instrumentos para crianças;
- ler diversos tipos de livros, completar bandas desenhadas com base nos desenhos;
- contar histórias a partir de imagens;
- jogar ao “faz-de-conta”

       Em tempo de ferias, pode ainda aproveitar o próprio contexto aproveita para
- construir com os seus filhos os seus próprios brinquedos reutilizando materiais que tenha acessíveis(carrinhos de rolamentos, bonecadas de trapos, jogos de tabeleiro);
- fazer construções de areia sob os comandos das crianças;
- imaginar contornos conhecidos para as nuvens;
- encontrar significados ou novas formas de utilização para objetos conhecidos;
- brincar no parque, subir e descer o escorrega, contornar obstáculos.

  No decorrer das várias atividades é importante salientar que, mais do que conseguir um resultado perfeito é realizá-las com prazer procurando explorar com a criança varias formas de levar a cabo a tarefa que estão a fazer conjuntamente.
  A infância é o período por excelência em que a criatividade poderá ser desenvolvida e estimulada, relacionando-se em muitos aspectos com a imaginação e a motivação.


Entrevista Escrita para a revista Dica  (Agosto, 2012)