segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Memória – uma ferramenta essencial para a aprendizagem



A memória é uma das nossas “ferramentas” mais importantes, sendo essencial para a nossa ambientação ao meio e para nosso crescimento/desenvolvimento. Como poderíamos viver se não conseguíssemos aprender nada do que experienciamos?

A memória é uma palavra utilizada frequentemente no nosso dia-a-dia em frases como, por exemplo, “tenho uma memória de elefante”; tens lembrança de peixe” ou até “tive uma branca e não me lembrei de nada!”, na maioria dos casos, sem que pensemos no seu significado.
Ao falar de memória, mais do que analisar o seu funcionamento, devemos procurar compreender o seu impacto na construção de cada ser humano. A memória está relacionada com o nosso quotidiano, servindo de base (mesmo que inconsciente) para as nossas tarefas e atividades e, sem ela não poderíamos recordar as coisas de que gostamos (para podermos repetir), as de que não gostamos (para tentar evitar), onde moramos e até quem somos.
A memória é uma das funções cognitivas com maior importância na construção da aprendizagem uma vez que é a partir da informação que nós memorizados que vamos adquirindo conhecimentos que servem de base ao nosso desenvolvimento enquanto pessoas: linguagem, pensamento, cultura e conhecimento.
A informação que vamos guardando no nosso “arquivo mental” vai sendo acedida pela mente de forma seletiva, de acordo com os nossos padrões de interesse e motivação havendo, deste modo, uma maior facilidade em assimilar os conteúdos que queremos aprender e para os quais estamos atentos.
Ao longo do processo de memorização, é frequente a existência de lapsos de memória que interferem significativamente na vida quotidiana, e que, por vezes, são causadores de ansiedade e mal-estar.
Sendo a base de conhecimento a memória deve ser trabalhada e estimulada.


Memória e desenvolvimento infantil
A memória desenvolve-se a partir da interação entre aspetos biológicos e sociais, tendo inicia na fase pré-natal. Após o nascimento, a memória representa uma das principais funções mentais e determina a forma como o indivíduo se irá desenvolver ao longo da sua vida.
É durante os primeiros anos de vida que a exploração do mundo pela criança é maior e mais intensa, e é também nesta fase que a sua memória “terá que trabalhar mais arduamente” – há mundo inteiro para conhecer, assimilar e recordar sempre que necessário. Sem o recurso à memória a criança (e não só) estaria a ver sempre tudo pela primeira vez, não lhe sendo possível aprender a lidar com os perigos ou optar pelos jogos de qua mais gosta em detrimento de outros.
Segundo estudos na área das neurociências é nos primeiros anos que a criança forma a sua rede de conhecimentos, que lhe servirá de base para as suas aprendizagens futuras, sendo fundamental estimular a capacidade de memorização desde tenra idade. No entanto, muitas vezes as crianças têm dificuldade e organizar e categorizar a informação que memorizam sendo fundamental que sejam orientados e supervisionados pelos seus adultos de referência no seu processo de conhecimento do seu entorno.


Memória e aprendizagem escolar
A memória e a aprendizagem estão intimamente relacionadas e são processos complementares - sem capacidade de reter e recordar a informação os processos de aprendizagem estariam sempre a iniciar-se. É a memória que permite que as aprendizagens sejam assimiladas e que possam ser usadas quando necessário.
Sem memória, os processos de aprendizagem estariam sempre a iniciar-se, pondo em causa a adaptação do ser humano ao seu meio, uma vez que é com base nas aprendizagens anteriores que se processam as novas aprendizagens.
Também na aprendizagem escolar a memória assume uma função preponderante – é uma componente fundamental nas tarefas de compreensão verbal e escrita, no cálculo e raciocínio e está na base de algumas diferenças significativas no desempenho dos alunos nas tarefas escolares.
Segundo demandas crescentes da neuropsicologia do desenvolvimento, a memória tem impacto direto no processo escolar, e as suas falhas podem provocar prejuízos no processo de aprendizagem, na leitura e compreensão de um texto, e na resolução de problemas de matemática, assim como na aquisição e na produção de vocabulário.
Quando se verifica que a há lapsos de memória e que estes condicionam a aprendizagem, é importante recorrer a ajuda especializada, uma vez que após um programa de estimulação adequado estes podem ser minimizados.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a memória poder ser trabalhada/educada, fomentando atividades que melhorem o aproveitamento das capacidades mentais, tais como a leitura, a realização de palavras cruzadas ou de jogos de memória.
Surge desta forma a necessidade de exercitar o cérebro, evitando ou diminuindo os efeitos do cansaço, através do recurso a jogos e desafios que estimulem várias áreas cerebrais em simultâneo, ampliando o alcance da ação mental. Deste modo, treinando-nos a organizar, compartimentar e subdividir informação, aumentamos a nossa capacidade de aquisição de conteúdos.
Através da exercitação é possível potenciar a forma como se memorizam os conceitos bem como a rapidez do raciocínio e o recurso à lógica na resolução de problemas. Atividades como quebra-cabeças, palavras cruzadas, exercícios de memória e várias espécies de testes, estimulam os cinco sentidos, promovendo o estabelecimento de associações entre diferentes tipos de informação, melhorando subsequentemente a capacidade de memorização ao desenvolver deliberadamente novos padrões.


Estratégias a implementar:
- observar atentamente uma imagem e, posteriormente, tentar recordar os vários pormenores da mesma;
- associar ideias ou palavras, estabelecendo uma relação entre elas;
- relatar pormenorizadamente uma situação vivenciada nesse dia, recordando as imagens, os sons, os odores, os paladares e as sensações a ele associadas;
- ouvir uma sequência de ritmos e repeti-la;
- procurar construir mnemónicas divertidas com algumas frases à escolha;
- ouvir uma notícia do telejornal e ter que a relatar à hora do jantar.
Nota: As atividades podem ser implementadas sob a forma de jogos, de modo a torná-las mais aliciantes.


Como potenciar a memória:
- procure interessar-se pelos temas que pretende memorizar – lembramo-nos melhor do que gostamos e do que nos causou interesse;
- apreenda a matéria num contexto, evitando estudar/memorizar itens isolados – quando associamos a matéria a conteúdos que já conhecemos é mais fácil reter a informação nova;
- associe representações visuais aos objetivos ou ideias a apreender – quantos mais sentidos usar para reter a informação mais fácil será recordá-la;
- exercite a memória através de pequenos exercícios: recordar pormenores do seu dia (imagens, sons, paladares, odores ou sensações);
- desenvolva atividades onde se valorize a reflexão e a recordação de ideias/acontecimentos;
- estabeleça relações mentais entre novos conhecimentos novos e os já adquiridos a partir de associações de ideias;
- aprenda através de mnemónicas: estratégias facilitadoras da recordação;
- recorra a notas e a apontamentos para reter informação menos pertinente – não sobrecarregue a memória com informação desnecessária;
- estabeleça novas rotinas – desta forma está a dar ao cérebro nova informação para organizar e estará a estimular a memória.
Artigo publicado na revista SuperBebés (dez 2012)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

No ano 2013 eu quero...!


“Se você pode sonhar, pode fazê-lo.” Walt Disney

O mês de Dezembro traz com ele as suas peculiaridades e tradições, sendo para muitos o mês mais atribulado de todo o ano - depois do habitual corrupio natalício entra-se em preparativos para o ano novo que se avizinha. No dia 31, com o aproximar da meia-noite distribuem-se as tradicionais doze passas, agarra-se na taça de champanhe e, ao som das doze badaladas são pedidos os 12 desejos que se querem ver realizados no ano que está a começar.
Esta época é também conhecida como uma fase de balanço e de introspeção, na qual se analisa o ano que está a findar e se formulam os objetivos e as metas a alcançar ao longo do ano que se inicia. É comum elaborarmos listas (escritas ou apenas pensadas) nas quais explicitamos as nossas vontades de mudar e é também uma altura em que frases como “É este ano que…” , “este ano não volto a…” ou “a partir deste ano não hei-de…” se tornam mais habituais e recorrentes. Contudo, com o decorrer do mês de Janeiro, muitos dos objetivos vão sendo esquecidos e outros fracassam mesmo antes de serem implementados.
Fatores como a ausência de vontade e de motivação bem como a falta de sorte e de oportunidade são frequentemente apontados como a causa da não concretização das ideias e dos sonhos pessoais. No entanto, na grande maioria dos casos, a verdadeira razão pela qual eles fracassam prende-se com o facto de serem pouco desafiadores, ambiciosos e vagos ou, pelo contrário, serem inatingíveis e demasiado utópicos.  
Deste modo, ao formular objetivos pessoais há que ter em conta algumas especificidades que permitem facilitar a sua implementação, tendo por base que estes devem ser pensados enquanto um processo continuo mediante o qual há uma aproximação real e sustentada ao que desejamos alcançar. Citando um proverbio chinês “Uma viagem de mil quilómetros começa por um primeiro passo” e, nesse sentido, o estabelecimento de objetivos é uma forma de direcionarmos os nossos comportamentos em prol das nossas metas pessoais que ambicionamos concretizar.
A definição dos objetivos só por si não é suficiente se estes não forem passíveis de serem implementados (realistas, atingíveis e situados no tempo e no espaço) e, para tal devem situar-se ligeiramente acima da nossa zona de conforto (devem estar acima daquilo que pensamos ser facilmente alcançável, mas não tão acima que os torne impossíveis de alcançar).
Paralelamente os objetivos devem ser específicos e concretos bem como estar definidos de uma forma positiva e construtiva, com foco no que se pretende atingir e não naquilo que queremos evitar.
Situar as nossas metas no tempo e no espaço, evitando expressões como “Um dia hei de…” permitindo também calendarizar de forma realista a implementação dos objetivos, diminuindo assim as situações de adiamento ou de evitamento.
Deste modo, é importante que os objetivos e as metas pessoais, mais do que mudanças repentinas e radicais, sejam a base do processo de crescimento individual no qual cada pessoa se vais aproximando  progressivamente do seu eu ideal.
                                                                                     
Para facilitar a persecução das metas individuais há que…
1.      Estabelecer objetivos específicos – para tal é indispensável saber responder de forma objetiva às "w questions":
a)      Quem (who) - Quem está envolvido?
b)      O quê (what) - O que eu gostaria de realizar?
c)      Onde (where) - Identificar uma localização.
d)      Quando(when) - Estabelecer um calendário.
e)      Quais (which) - Identificar necessidades e limitações.
f)   Porquê (why) - Razões específicas, propósito ou benefícios de se realizar a meta.
“Quero ir a Roma com a Inês em Março – é uma cidade que eu acho muito bonita e que adorava conhecer. Para tal posso começar por, em janeiro procurar voos e hotéis baratos e em fevereiro ver no guia turístico (que vou comprar já amanhã) os museus que mais me interessam.”

2.      Estruturar os objetivos tendo em conta metas possíveis e realistas, organizadas:
a)      de forma clara, simples e específica
b)      de modo positivo e construtivo
c)      de acordo com a responsabilidade individual e não com enfase em ações que dependam de terceiros -
d)      no tempo e sem colocar a hipótese dos mesmos poderem ser adiados
e)      diariamente
No caso de os objetivos serem muito complexos, os mesmos devem ser subdivididos em etapas bem identificadas, realistas e objetivas.
Quero subir de S+ para Muito Bom a matemática. Mas:
- no próximo teste espero ter Bom para no seguinte alcançar o Muito Bom. Para tal tenho que fazer mais 10 exercícios todas as semanas, tirar as dúvidas nas aulas de apoio e estar mais atento às aulas.”

3.      Equacionar metas mesuráveis que permitam acompanhar os processos individuais – a consciencialização das pequenas vitórias e conquistas aumenta o envolvimento e a consequente motivação face aos objetivos que se querem ver realizados.
“Para perder 2 quilos num mês vou iniciar uma dieta amanhã e inscrever-me no ginásio na segunda. Espero perder 1 kg em 15 dias.”

Se fizer o que sempre fez terá o que sempre teve, mas se implementar pequenas mudanças continuas e direcionadas estará, pouco a pouco, a aproximar-se mais do que deseja alcançar.
Votos de um ano 2013 repleto de metas alcançadas.
Artigo escrito para o site Akademia (Janeiro 2012, adapt.)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Este ano no Natal… dê afecto!

O Natal aproxima-se trazendo com ele um ambiente muito próprio.
As ruas são iluminadas com luzinhas de várias formas; bolas e estrelas alegram os locais de passagem; grinaldas de várias cores enfeitam cada esquina e até nas montras são colocadas caixas embrulhadas com papel colorido e grandes laçarotes. Nas pracetas mais centrais é ainda montada a tradicional árvore de natal, grande e imponente, que transmite a magia natalícia a todos os que param para a contemplar.
Os centros comerciais transformam-se em sítios de corrupio, onde se fazem as tradicionais compras e se escolhem presentes para oferecer às pessoas de que mais se gosta. Em todas as escolas fazem-se os últimos ensaios para a festa de Natal onde meninos e meninas cantam, dançam e representam os vários significados do Natal, com o intuito de orgulhar os pais e os avós que os aplaudem da plateia.
As casa são adornadas com os enfeites desta quadra onde, para além do presépio e da árvore de natal, também as prendas vão tendo um lugar de destaque. Grandes, pequenos, com embrulhos mais coloridos ou mais discretos, os presentes vão-se amontoando em torno da árvore de natal.
Muitas vezes apreciamos mais um presente de grande dimensão do que um mais pequeno, dando mais valor ao dinheiro investido na prenda do que à intenção da sua oferta. Deste modo, sem darmos conta, transformamos a magia do natal num momento consumista, desvalorizando assim os sentimentos de união, confraternização e afecto que deveriam estar na sua base.
No entanto é possível transmitir o nosso carinho sem recorrer a bens materiais, dando um bocadinho de nós aos outros, trocando e partilhando afectos. Embora os bens materiais também possam ser uma forma de demonstrarmos o nosso amor, carinho ou reconhecimento por alguém, é o afecto que transmitimos que é guardado na memória de cada um e é a partir dele que construímos relações gratificantes com as pessoas que nos são queridas.
Neste sentido é importante dar um toque de afecto ao Natal que se vive em cada lar, valorizando os pequenos momentos: enfeitemos em conjunto a nossa árvore; revivamos o Presépio enquanto fazemos o presépio deste Natal; façamos nós próprios presentes simbólicos; sentemo-nos rodeados pelos que nos são queridos, ouvindo-os e partilhando com eles histórias de outros natais. Tenha em consideração que as crianças aprendem pelo exemplo, e portanto tente fomentar o diálogo e a partilha, privilegiando os momentos de afecto e ternura em prol do consumismo exacerbado.

Algumas ideias natalícias para fomentar o afecto:
Fomente comportamentos afectivos nos mais diversos momentos, de forma simples e espontânea, através de gestos ou de palavras;
Valorize as coisas positivas em detrimento das negativas, o elogio sincero das qualidades é das melhores recompensas que se pode receber;
Desenhe e escreva postais personalizados (em formato digital ou em papel), onde deseje um bom Natal e expresse os seus sentimentos em relação a essa pessoa;
Telefone às pessoas que lhe são próximas e, contrariando a agitação diária, dê-se tempo para partilhar com elas momentos especiais;
Não tenha medo de demonstrar afecto às pessoas de quem gosta, através de um abraço, de um beijo ou simplesmente através do desejo sincero de um bom Natal;
Seja cordial com as pessoas com quem se cruza no quotidiano: os gestos mais simples, como um sorriso, têm um impacto significativo na disposição de cada um.

 Neste Natal procure oferecer afecto.
Umas óptimas festividades,
Publicado no site Akademia (dezembro 2010)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

9º ano... e agora?



Num mundo em constante mutação, em que cada profissão exige uma maior profissionalização e especialização, torna-se indispensável que os indivíduos dêem início à construção do seu percurso vocacional desde tenra idade. Neste sentido, é imprescindível pensar e reflectir não só acerca das necessidades do meio como também sobre os seus interesses, aptidões, valores e motivações.

9º ano… e agora?
O 9º ano de escolaridade surge como primeiro momento de escolha, momento este em que o jovem tem que optar por uma área onde irá aprofundar os seus estudos/conhecimentos durante os 3 anos seguintes. Neste sentido, a decisão a tomar no final do 9º ano deverá ser consciente e ponderada de forma a adaptar-se o mais possível ao percurso de vida que o sujeito ambiciona para si.
As dificuldades no processo de escolha vocacional encontram-se muitas vezes relacionadas com a falta de informação vocacional que os sujeitos dispõem. Neste sentido Santos (2007) defende que uma das formas privilegiadas de intervir ao nível da indecisão vocacional passa por disponibilizar aos sujeitos o máximo de informação possível, que lhes proporcione um conhecimento aprofundado sobre si, as opções disponíveis e o mundo de trabalho.
A escolha vocacional é, muitas vezes, vivenciada como uma situação geradora de ansiedade, dado que muitos dos alunos ainda não se sentem seguros para efectuar uma opção com implicações futuras tão significativas.
Há ainda outros factores que dificultam (ainda mais) esta opção tais como a crescente diversidade de cursos e profissões, o desconhecimento do mundo das profissões e a revisão curricular do ensino secundário.
É neste sentido que se tem mostrado pertinente desenvolver, junto destes alunos, programas que lhes permitam explorar as suas competências vocacionais, com o objectivo de desenvolver as suas capacidades de auto-conhecimento e exploração (ao nível das suas aptidões, interesses, atitudes, motivações e aspirações), de analisar as oportunidades do mundo social e do mundo de trabalho que os circunda e de o consciencializar das aptidões e habilidades necessárias no exercício de cada profissão, potenciando assim uma escolha vocacional consciente, informada e fundamentada.
Os programas de orientação escolar e profissional devem ter por base uma abordagem multidimensional do processo de tomada de decisão, focando não só os factores cognitivo-informacionais como também os afectivo-motivacionais.
Ao longo das diversas sessões os alunos devem ter espaço para aprofundar informação sobre si, sobre o mundo que os circunda e sobre várias profissões que poderão vir a exercer. Para além da administração de provas ou testes psicotécnicos cujo intuito é recolher informações sobre os interesses (áreas nas quais o jovem demonstra maior motivação) e as aptidões (capacidades reais do jovem nas diferentes áreas), espera-se que os alunos se explorem, que conheçam o Sistema Educativo/Formativo no qual estão inseridos (Cursos científico-humanísticos, Ensino Tecnológico, Ensino Profissional, Cursos do ensino artístico especializado, Cursos de educação e formação) e que analisem o Mundo do Trabalho de que um dia farão parte, para que possam optar e planear o seu futuro vocacional.
A exploração dos interesses vocacionais a par com a análise das suas competências (tarefas privilegiadas nos programas de orientação escolar e profissional) permitem ao jovem desenvolver e consolidar ideias referentes ao mundo do trabalho (Santos, 2007; Tracey & Darcy, 2002).
É neste sentido que a orientação escolar e profissional se têm revelado como tarefa pertinente no 9º ano do ensino básico, possibilitando uma decisão vocacional informada e ponderada.
Publicado na Estrelas e Ouriços (ed. Março 2012)